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> Teatro e Loucura em "EXTRAVAGÂNCIA" espetáculo da Cia italiana ACCADEMIA DELLA FOLLIA em turnê no Brasil. Saiba mais...

Espetáculo “Extravagância”
Cia Italiana de Teatro “Accademia della Follia”
27 de novembro, 16 horas. Teatro do Colégio Arnaldo - Belo Horizonte MG

Texto: Dacia Maraini.

Direção e Música: Claudio Misculin.

Direção Artística: Cinzia Quintiliani.

Co-direção Artistica: Carmen Palumbo

Produção e Cenário: Eddie Mendes

Atores: Claudio Misculin, Deborah Pettirosso, Dario Kuzma, Donatella Di Gilio, Gabriele Palmano, Giuseppe Feminiano, Giuseppe Denti, Iris Caffelli, Laura Carpanese.

Coprodução: Teatro Stabile del Friuli Venezia Giulia e Accademia della Follia.

 

Sinopse - Cinco pacientes com problemas mentais, internados em um manicômio, vivem as conseqüências da votação da Lei Basaglia: a partir de amanhã todos em casa! O hospital é fechado e eles voltam para suas famílias, encontrando um ambiente totalmente diverso do que esperavam: frio, sem afeto, sem interesse e compreensão.  Na realidade eles não são desejados e foram até substituídos. Assim, eles voltam para o hospital, onde decidem viver do jeito deles: sem médicos, sem eletrochoque, sem chaves e ferrolhos, em uma comunidade aberta, com novas regras estabelecidas por eles próprios.

Sobre o espetáculo. Em 2009, a escritora italiana Dacia Maraini repassou à companhia triestina o trabalho de colocar em cena o texto. A idéia proposta foi a de que o texto fosse interpretado por atores realmente loucos, os atores da Accademia della Follia.
O espetáculo teve sua estréia aos 10 de outubro de 2009 no Teatro Goldoni em Venezia e realizou uma temporada de 10 a 22 de novembro, no Teatro Stabile Rossetti em Trieste. A partir de então, foi apresentado, aproximadamente, por 40 vezes na Itália.

O projeto Itália- Brasil. Depois do sucesso de crítica e público, os loucos-atores, liderados pelo diretor/ator Claudio Misculin, com extravagância, voltam o olhar para o Brasil: um país ligado a eventos históricos que levaram a Itália a declarar a Lei 180 que, em 1978, possibilitou o fechamento de hospitais psiquiátricos. Naquele ano, o psiquiatra Franco Basaglia, pai fundador da legislação revolucionária, reuniu-se no Instituto Brasileiro de Psicanálise, Grupos e Instituições (IBRAPSI) com psiquiatras, profissionais e personalidades internacionais, dispostos a refletir sobre as mudanças de uma norma contra hospitais psiquiátricos, provocando a sociedade brasileira a debater sobre essa questão. O projeto proposto torna-se uma "ponte cultural" que liga duas realidades, a italiana e a brasileira, seja através da experiência teatral como um momento de crescimento e formação dos loucos-atores, como para a realização de um momento de intercâmbio entre os profissionais.  

Accademia della Follia - Companhia de loucos de profissão e atores por vocação.
A Accademia della Follia foi fundada por Claudio Misculin: artista, ator e diretor teatral, trinta anos atrás, no antigo hospital psiquiátrico de Trieste, durante o período em que Franco Basaglia abriu as portas do manicônio para o mundo.
Accademia della Follia è um projeto teatral e cultural, formado por atores em risco, uma experiência peculiar-universal, que vai além das fronteiras geográficas, culturais, étnicas, de gerações, de riscos pessoais, de grupos, idade e estado social.
Aqui o sofrimento individual encontra o espaço das palavras e dos gestos. Poder fazer, fazer com sentido. Aqui o teatro torna-se território comum pra agir a diversidade e sua transformação.

Técnica + Loucura = Arte   Ou a arte traz em si uma magia ou não é arte.
O Louco pode se tranformar em um talento artístico ao encontrar oportunidades para explorar e provar outras formas além da sua realidade de doente mental.
Porque a humanidade ainda precisa de cem, mil palcos para fazer entender que diversidade, doença, solidão, poesia, não pertencem somente a categorias específicas de pessoas, mas são patrimônio de todos. A loucura pertence à normalidade; não é mesmo a sua negação.

Método de Trabalho:  (depoimento de Claudio Misculin)
Não existe método em arte, existe a experiência. Eu fiz uma experiência à qual podemos nos reconduzir.
A arte é uma abertura permanente que não se pode viver sem a aceitação e a busca lúcida e deliberada do risco (Kantor).
Assim, o fator “risco” que escolhi pra brincar dentro da arte é a “loucura”. Então o teatro se torna também meio, instrumento de concreta e quotidiana mediação de objeto com outros sujeitos sãos ou doentes que sejam.
Como a gente fala de uma pesquisa entre teatro e loucura, que não exclui, mas ultrapassa o simples aspecto terapêutico, pra recolher completamente e em profundidade a essência e a validade de tal método de trabalho, começaremos a vivenciá-lo e a pensá-lo como instrumento eficaz para uma boa aproximação ao teatro, não somente para o louco, o desgraçado, o diferente, mas também para o normal que queira ‘medir-se’ no teatro.
Duas palavras sobre o sistema do excesso. Vivemos já no excesso: excesso de meios, de instrumentos, de ignorância. O resultado é incompreensão da realidade, incompreensão de si mesmo, incompreensão.
O palco é por convenção o lugar privilegiado para o excesso. E no meu teatro é isto. É o lugar mágico, o lugar do delírio que oferece os significados à recomposição imediata do sujeito, enquanto objetivamente é uma janela que permite a visão das contradições.

Serviço: “Extragavância”
Cia Accademia della Follia
Local: Teatro do Colégio Arnaldo
Rua dos Timbiras, 560 – Funcionários - Belo Horizonte
Dia: 27 de Novembro, às 16 h
Entrada franca

Promoção:
Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte - SUS

Apoio:
Consolado d’Italia di Belo Horizonte  e  Associação Ponte entre Culturas - MG

Assessoria de Comunicação:                                                                                                                    Martha Toffolo
marthatoffolo@gmail.com
(31) 3221-6959 / 8745-6959  

www.ponteentreculturas.com.br

 

 

 

 

 

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